sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

American Idol S11E02 - Pittsburgh Auditions

O segundo episódio já não rendeu como o primeiro. Quase todo mundo que eles mostraram passou, mas não teve ninguém realmente marcante... Só pra não passar em branco, vou colocar essa menina, que foi a que eu mais gostei:

Erika Van Pelt - Will You Still Love Me Tomorrow



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

American Idol S11E01 - Savannah Auditions



Estamos de volta com American Idol! Mesmo depois de muitos anos sem que alguém realmente bom participe ou vença o programa, continuo esperando o surgimento de uma nova Kelly, Tamyra, Carrie ou Adam.

Ontem foi o primeiro episódio, que até me surpreendeu. Aqui estão os melhores até agora pra mim:

David Leathers Jr. - Remember The Rain
Mesmo esse menino tendo 17 anos e continuar com voz de menina/Michael Jackson criança/menino do Raul Gil,  tenho que admitir que canta muito bem.

Lauren Mink - Country Strong
Menina country que mais gostei do dia. Cantou diretinho!

Schyler Dixon - Breakeven

Gostei bastante dela, voz muito boa. Pena que trouxe o irmão de volta (que participou ano passado), pra ficar forçando a coitada da laringe.

Gabi Carruda - Sunday Morning
Minha favorita de ontem, só 16 anos e cantando super bem. Ótimo controle, fez umas firulas bem legais sem exagerar. Pena que segundo alguns rumores, ela não chega nem aos Top 40.

Hoje tem o segundo episódio, amanhã devo postar mais vídeos aqui no blog.

Glee S03E10 - Yes/No

Por favor alguém me diz que esse episódio de Glee foi na verdade uma paródia feita por um hater. Acho que o Ryan Murphy ficou tão mais animado com American Horror Story, que esqueceu que tinha que cuidar de Glee também. E digo isso porque amo Glee e não queria passar a assistir a essa outra série que está se tornando.

O episódio já começa com uma forçação de barra pra cantar Grease, e logo em seguida temos a Emma cantando "Wedding Bell Blues" com direito a Sue Sylverster no coro, dentro de um videoclipe super brega. E arrumaram desculpa esfarrapada pra cantar até "Moves Like Jagger" (em um mash up desnecessário).

O roteiro segue com algumas ceninhas bonitinhas e piadas razoáveis aqui e ali. Aí temos um pedido de casamento com direito a alunos jamais vistos + SUE SYLVERSTER entregando flores, terminando com uma apresentação de nado sincronizado na piscina do colégio.

E pra garantir que quem estava pensando em parar de assistir não tome essa decisão, temos mais um pedido de casamento, dessa vez sem resposta.

Posso até ter exagerado, mas como disse antes, é porque não quero que a série se perca mais ainda.


Ano Novo

Bom, como uma de minhas resoluções de ano novo, quero ressuscitar o blog.
Dessa vez não vou postar só sobre os filmes do Oscar, mas na medida do possível, sobre séries, músicas e o que me der vontade de postar.
E como podem ver no primeiro post do ano, vou ser mais direto nos textos. Fica mais agradável pra mim e pra quem tiver afim de ler.
Espero que eu poste mais esse ano!

The Help (Histórias Cruzadas - 2011)


Direção: Tate Taylor
Sinopse (Cinema em Cena): Baseado no best-seller de Kathryn Stockett, sobre a relação entre as empregadas domésticas afro-americanas e seus patrões ricos e brancos no Mississipi, antes da era dos direitos civis.



Um filme lindo. Não ligo se foi feito "sob medida para o Oscar". Direção de arte linda, atuações maravilhosas, roteiro benfeitinho, precisa de mais? A história se passa nos anos 60, mas o tema é atualíssimo e é importante lembrá-lo sim, pois não vi ainda um mundo sem preconceito. E se essas empregadas não conseguiram lutar por aceitação sozinhas, foi porque o contexto não permitiu. (Falei tudo isso porque vi gente reclamando justamente sobre esses aspectos.)


Talvez o que mais gostei no filme foi sua simplicidade, e alguns detalhes que me tocaram bastante, como o frango queimando e as risadas de Aibillen (Viola Davis).


Já era fã da Viola Davis (de "Doubt"), agora mais ainda. E me tornei fã da Octavia Spencer e da Jessica Chastain (linda demais!).


Bom, super recomendo o filme!



"You is kind. You is smart. You is important."

domingo, 20 de março de 2011

A Viagem de Chihiro / O Castelo Animado

Esse post vai ser bem diferente das críticas que fiz pros filmes do Oscar. Vou falar um pouquinho sobre cada uma dessas animações (e algumas outras obras que elas me lembram) e em seguida de aspectos comuns entre elas. São minhas impressões sobre elementos temáticos e simbólicos do filme, e como elas me chamam atenção.

Usei como base pra falar do primeiro filme o site http://www.sparknotes.com/film/spiritedaway/. Aí "apliquei" os elementos que queria também no segundo.

A Viagem de Chihiro (Spirited Away)


Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
Ano de lançamento (EUA): 2001
Vencedor do Oscar de Melhor: Filme de Animação


Chihiro é uma garota de 10 anos que precisa escapar de um mundo fantástico e salvar os pais, depois que esses foram enfeitiçados por invadirem um parque aparentemente abandonado. Em sua jornada, precisa aprender a se virar, e conta com a ajuda de estranhos amigos, enfrentando os mais variados seres e situações.

Há muita semelhança entre Chihiro e Alice no País das Maravilhas. Duas garotas novinhas, descobrindo a si mesmas a necessidade de crescer e enfrentar um mundo real hostil, através de um mundo metafórico. A cada cena nos deparamos com um personagem mais excêntrico que o outro. Nas duas obras, precisam tomar decisões com pouca ou nenhuma instrução de alguém experiente. A comida também tem importância nas duas: a bebida, os biscoitos e cogumelos que Alice toma e come para crescer e diminuir, contra a comida que faz os pais de Chihiro serem transformados em porcos, a “frutinha” que faz Chihiro permanecer no estranho mundo e o bolo de gosto ruim, mas de poder curativo, que salva Haku de um feitiço. Não acho que Chihiro seja a Alice japonesa, mas com certeza Lewis Carroll influenciou Miyazaki em vários aspectos.

O Castelo Animado (Howl's Moving Castle)


Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki
Ano de lançamento (EUA): 2004
Indicado ao Oscar de Melhor: 

Filme de Animação


Baseado no livre de mesmo nome da inglesa Diana Wynne Jones, o filme conta a história de Sophie, uma jovem castigada por uma bruxa a ter a aparência de uma velha de 90 anos. Em sua caminhada para reverter o feitiço, ela acaba entrando no castelo animado do mágico Howl e vive então uma grande aventura.

Nem preciso falar qual outra obra este filme me lembra, né? É, a impressão que eu tive foi de um conto “A Bela e a Fera” meio invertido. Howl é um jovem bonito; Bela é a mais linda de sua aldeia. Sophie é uma velha rabugenta; Fera é um monstro, mandão e anti-social. Mas se olharmos bem, aprendemos que Howl não tem coração (literalmente), Bela não é nenhuma Aurora (A Bela Adormecida), Sophie é ainda uma garota, e a Fera é um príncipe. E se apaixonam por seus respectivos pares sem olhar para a aparência externa.


  A Viagem de Chihiro / O Castelo Animado

A viagem vai começar

Só assisti três filmes do Miyazaki (o terceiro foi Ponyo), mas posso afirmar isso para todos eles: não se prepare para assistir simplesmente a um filme, mas tenha certeza de estar pronto para uma verdadeira viagem. Ele não apresenta apenas “tema, trama e personagens”, mas leva quem estiver assistindo ao filme para dentro de uma aventura em um mundo maravilhoso e bizarro. Sempre sinto uma sensação estranha ao ver esses filmes, uma mistura de medo com empolgação, bem diferente da que sinto com outras aventuras que adoro.

Sinta-se à vontade

O diretor dá muita liberdade ao espectador de imaginar certos pontos da narrativa. É um recurso que funciona muito bem nos filmes dele, mas pode destruir um roteiro se não se souber como usar.

Em “A Viagem de Chihiro”, o exemplo que mais me chama a atenção é o Sem Rosto. Ninguém sabe o que é ele, nem de onde ele vem (não vou falar das metáforas que ele representa), mas é um personagem que funciona. Você fica com medo, depois se tranqüiliza, aí fica com muito medo, e em seguida se torna amigo dele. E fica livre pra pensar o que quiser de sua origem ou espécie.

Em “O Castelo Animado”, algo que não fica totalmente claro é variação de aparência de Sophie. Já enfeitiçada, ela aparece algumas vezes exatamente como era antes do feitiço; em outras está com corpo jovem e cabelo branco; e ainda, velha, mas não tão velha quanto no momento em que o feitiço é lançado. Dessa forma o final fica em aberto. Alguns podem achar que ela voltou a ser nova, enquanto outros pensam que ela continuou velha e Howl sempre a viu como jovem (até no final de tudo) – na última cena ele só comenta sobre a mudança da cor de cabelo, um sinal de que ela estaria mais madura, sábia.

“There’s no place like home”

As duas produções têm muitas semelhanças com “O Mágico de Oz”. A primeira, válida pras duas, é a jornada das protagonistas para reencontrar algo que lhes pertencia, ao qual não davam muito valor, e que lhes foi tirado. São Dorothys tentando voltar pra casa.

No caminho encontram pessoas que estão em situações parecidas, mesmo que não tenham pleno conhecimento disso, e se tornam amigas dessas pessoas. Diferentemente de Alice, Chihiro ganha a amizade de Haku, Lin, Kamajii e Sem Rosto (etc). Ao final da aventura, volta pra casa por mérito próprio.

Sophie também faz grandes amigos, e aqui temos três semelhanças gritantes com a obra de L. Frank Baum: o espantalho Cabeça de Nabo; Howl, que assim como o Homem de Lata, não tem coração; e um cachorrinho que lembra Totó. Tem ainda uma quarta, mas que somente faz sentido em inglês: o nome original da Bruxa das Terras Abandonadas é The Witch of Waste.

Cuidado com que diz

Outro tópico presente nos dois filmes é o poder das palavras (ou da falta delas). Em “A Viagem de Chihiro”, Yubaba tira os nomes dos trabalhadores e com isso consegue mantê-los presos. Chihiro precisa dizer somente o essencial para conseguir o trabalho e não ser dominada pela bruxa. Haku somente fica livre quando Chihiro diz seu verdadeiro nome.

Em “O Castelo Animado”, os amaldiçoados não podem falar sobre os feitiços que receberam. Falando com Suliman, Sophie começa a perceber seus verdadeiros sentimentos por Howl. E por causa das palavras de Howl ela se sente realmente bonita pela primeira vez.

As aparências enganam

Os personagens dos dois filmes nunca são o que parecem ser. Miyazaki não usa o exterior como um fator determinante do caráter, pelo menos não de um jeito convencional.

A irmã de Yubaba é o melhor exemplo, dos que lembro agora: ela é gêmea idêntica até na roupa, mas tem características psicológicas completamente diferentes. Sem Rosto é sombrio e até revela um lado maligno, mas na verdade tem um bom caráter. Boh é um bebê(zão), as super mimado, insuportável. Kamajii parece um vilão por causa de tantos braços e jeito esquisito, mas se revela um grande amigo.

Miyazaki brinca muito com as aparências de todos os personagens de “O castelo Animado”. Markl adora se disfarçar; Calcifer parece um “foguinho lindo” (hehehe), mas é um demônio poderoso; a Bruxa das Terras Abandonadas, depois de mostrar prepotência, se revela uma velhinha aparentemente inofensiva, mas que causa um grande problema; Cabeça de Nabo não é um espantalho. E nem preciso falar do grande jogo com os visuais de Howl e Sophie. Ah, até Sophie se confunde nessa “bagunça”, e acaba pensando que o cachorro de Suliman é Howl disfarçado.

Narizes, música e amor

- Não é algo importante, mas não podia deixar de comentar: a mania de Miyazaki por narizes gigantes em velhas. A primeira que se repara em Yubaba é o nariz maior que o corpo (hehehe) e quando comecei a  ver “O Castelo Animado” logo me deparei com grande nariz da velha Sophie. Qual será o motivo? Bom, não vou aprofundar nisso não...

- Um tópico realmente importante é a música. As trilhas sonoras dos dois filmes são lindas e completam os filmes de forma maravilhosa. Ambas foram compostas por Joe Hisaishi, parceiro de Miyazaki em acho que todos os seus filmes de animação.

- No final das contas, é o amor que resolve todos os conflitos. O que Kamajii lembra a Haku vale também para “O Castelo Animado” (e Ponyo, e aposto que para os outros filmes do diretor também): “nada pode vencer o amor”.

Considerações finais

São tantos personagens, cenários, tramas e metáforas, que poderia falar de outros inúmeros aspectos desses dois filmes. E isso é o que mais gosto em Miyazaki: a imaginação de outro mundo. Não é a toa que, apesar dele não gostar, muitos o chamam de Walt Disney japonês. É certeza de que vou passar por uma grande experiência sempre que assisto a um de seus filmes.

Quem já assistiu às duas animações, tente assistir de novo, talvez com outros olhos, não sei. Se entregue à aventura, ainda que sinta a mesma sensação estranha que eu sinto.

Quem não assistiu, não perca tempo, pois vale a pena!

Ah, notas dos filmes? Acho que 9/10.