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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Extremely Loud and Incredibly Close (Tão Forte e Tão Perto - 2011)


Direção: Stephen Daldry
Elenco: Tom Hanks, Sandra Bullock, Thomas Horn, Max von Sydow, Viola Davis, John Goodman
Sinopse: Cheio de imaginação, garoto de nove anos realiza busca em Nova York para encontrar a fechadura em que se encaixa a chave deixada por seu pai, morto nos atentados de 11 de setembro de 2001.


O último da minha listinha pro Oscar e assisti com a expectativa lá embaixo, pois só li críticas e comentários falando muito mal de praticamente todos os seus aspectos. E pra minha surpresa, eu ADOREI o filme!


O protagonista é um menino inteligente que nem o Hugo mas problemático com um toque de Nina de Cisne Negro, que precisa superar a perda do pai, além de entrar numa aventura para descobrir o porquê dele ter deixado um certo objeto como "herança" que nem o Hugo. Uma palavra que define bem o filme é "superação" e eu achei lindo o jeito que isso foi trabalhado.


O elenco é excelente, com os sempre ótimos Tom Hanks e Viola Davis, e uma ótima interpretação da Sandra Bullock - eu sou muito chato com ela em filmes dramáticos, mas realmente gostei da performance dela aqui. Eu particularmente adorei o personagem principal, Oskar Schell - com toda sua chatice - e amei a interpretação do ator (mais um novato promissor, Thomas Horn). E tenho que comentar, ele é a cara da Saoirse Ronan (lê-se Sirsha), que é uma das minhas "queridinhas":




O roteiro é cheio de frases, diálogos e silêncios de impacto, do jeito que eu gosto. A trilha é bem normal, mas eficiente (Alexandre Desplat, de novo) e o visual é lindo, cheio de cenas e imagens simbólicas. E pra fechar o "pacote de coisas que me fazem gostar num filme", me fez chorar. Minha maior surpresa dentre os indicados desse ano, com certeza foi esse filme!


De tantas frases que eu gostei, vou escolher essa pra fechar o post: "Do you need a hug?".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hugo (A Invenção de Hugo Cabret - 2011)


Diretor: Martin Scorsese
Sinopse: A vida de um órfão que vive em uma estação de trem na Paris dos anos 1930 e os mistérios que envolvem sua vida, seu pai e um robô.

O filme tem duas grandes "partes": a aventura de um menino - o Hugo - pra consertar um robozinho que me assusta autômato, a única herança deixada por seu pai; e uma grande homenagem ao cinema, principalmente ao cineasta francês Georges Méliès. Apesar de parecerem duas histórias desconexas, confesso que gostei bastante do jeito que isso foi trabalhado =) mas claro que podia ser melhor.  

Os primeiros 12 minutos foram suficientes pra me conquistar. Nessa introdução, antes de aparecer o título, já é feita a primeira apresentação dos personagens e do estilo do filme, incluindo o 3D - que é excelente. Sim, vale a pena ver o filme em 3D!

Fazendo valer suas indicações ao Oscar, o visual é lindo (fotografia, figurino, efeitos...) e a trilha é boa (Howard Shore). O elenco também é ótimo, e quero destacar as duas "crianças", Asa Butterfield e Chloë Grace Moretz. Asa que raio de nome é esse me chamou a atenção pelo olhar super expressivo. Já conhecia a Chloë e ela tem tudo pra entrar pra lista das minhas queridinhas ser uma grande atriz. 

Mas o que eu mais gostei do filme inteiro foi a visão de Hugo do mundo: uma grande máquina, em que cada mínima peça tem seu propósito.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Moneyball (O Homem Que Mudou O Jogo - 2011)



Direção: Bennett Miller
Elenco: Brad Pitt, Jonah Hill, Philip Seymour Hoffman
Sinopse (Cinema em Cena): Gerente de time de baseball consegue reunir um time competente mesmo sem ter condições de pagar salários altos.


Um filme bem legal sobre baseball. Poderia parar por aqui, mas vamos lá...


"Moneyball" é um filme benfeitinho, com boas atuações e bom roteiro mas que não precisava ir pro Oscar, cá pra nós, baseado em uma história real. Seria um ótimo filme pra passar numa aula de Gestão de Pessoas, pois uma das mensagens é o valor das pessoas: não se pode tratar ninguém só por estatísticas, tudo que envolve o ser humano é muito mais que pura matemática.


Além de mostrar o dilema de fazer o time "Oakland Athletics" subir na vida - que inclui demissões e discussões - o filme também mostra a vida pessoal do gerente do time, Billy Beane (Brad Pitt), como a relação dele com a filha. Ah, ela canta uma versão acústica de "The Show" (Lenka) e fica tão bonitinho que vou colocar aqui:


Uma curiosidade: o técnico Art Howe (da vida real) não gostou da interpretação que Philip Seymour Hoffman fez dele, dizendo que "não chegou nem perto de sua verdadeira personalidade" ,mas eu trocaria a indicação de Melhor Ator coadjuvate do Jonah Hill para o Hoffman sem problemas.


Pra fechar, uma fala muito sábia do Brad Pitt no filme: "You think losing is fun?"


The Tree of Life (A Árvore da Vida - 2011)


Direção: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain
Sinopse (Cinema em Cena): A jornada de Jack pela inocência da infância e a desilusão da vida adulta, quando tenta se reconciliar com seu pai.

Li várias críticas falando hiper bem sobre o filme, por ser diferente, "not mainstream" e tals. E pensei que fosse gostar do filme por causa disso, mas me enganei. Achei muito chato! Claro que o filme é benfeito, o visual é lindo (dá uma olhada na imagem abaixo), tem algumas sequências muito bonitas, tem a Jessica Chastain, mas no geral não funcionou pra mim.



O diretor quis fazer uma super reflexão sobre o sentido da vida. O filme aborda desde a origem da vida (sim, o Big Bang), passando pleos amigos dinossauros em cenas que parece que mudamos para um documentário do Discovery Channel,  chegando ao drama da vida do Jack, tudo isso num roteiro de narrativa "não-linear", com poucas falas, lotado de simbolismos e muuuuuuito lento. A trilha sonora (Alexandre Desplat) me irritou pra caramba e se divide basicamente em silêncio e música clássica.


A outra coisa que gostei no filme além do visual foi o elenco. Preferi o Brad Pitt aqui do que em "Moneyball" e o menino que faz o Jack pequeno (Hunter McCracken) tem futuro. Jessica Chastain (de "The Help") é uma revelação e tem grandes chances de ganhar o Oscar em breve - ela será Lady Diana no filme "Caught in Flight".


Vou parar por aqui. Espero que outras pessoas aproveitem melhor o filme do que eu. Mas aviso que precisa de paciência! haha

Citação bonitinha e clichê do filme: "The only way to be happy is to love. Unless you love, your life will flash by."

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

War Horse (Cavalo de Guerra - 2011)



Direção: Steven Spielberg
Elenco: Jeremy Irvine, Emily Watson, Peter Mullan, David Thewlis, Benedict Cumberbatch, Tom Hiddleston
Sinopse (Cinema em Cena): Adaptação do romance de Michael Morpurgo. Mesmo separados, um garoto e seu cavalo continuam ligados e sobrevivem aos horrores da Primeira Guerra Mundial.




Fiquei enrolando pra ver esse porque vi (li) muita gente falando ou mais menos, ou mal, ou muito mal do filme. Até que uma amiga (Verônica) falou bem e finalmente tomei coragem e resolvi assistir.


O visual é lindo, e gostei bastante da trilha sonora (John Williams). Os problemas pra mim foram o roteiro super Disney Channel e a duração do filme. Precisava de mais de duas horas pra contar essa história?


O elenco é bonzinho e tenho que comentar aqui que o Sherlock da série da BBC faz o Major Jamie Stewart. Sei lá, é legal vê-lo num filme normal... 


Outra coisa que me fez não gostar tanto do filme foi que eu não chorei (e eu geralmente choro muito em filmes emocionantes). Em vários momentos - tipo no final - parecia que ia cair uma lágrima, mas só saia água suficiente pra dar uma hidratadinha nos olhos.


É, acho que minha opinião vai ficar no mais ou menos mesmo.


E pra quem viu o filme, não tem umas cenas que dá vontade de assobiar com as mãos pra ajudar os personagens? =)


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

The Artist (O Artista - 2011)


Direção: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, Uggie, John Goodman, James Cromwell 
Sinopse (Cinema em Cena): O filme se passa na Hollywood de 1927 e conta a história do astro de cinema George Valentin, que, enquanto se preocupa com o futuro de sua carreira com a chegada do cinema falado, se apaixona por Peppy Miller, uma jovem dançarina que busca o sucesso.




Filme francês, em preto e branco, mudo. Isso presta? E como!


"The Artist" é ótimo. Lembra bastante "Cantando na Chuva" - um dos meus filmes preferidos - por causa da temática e da história em si, mas os dois filmes encantam de maneiras totalmente diferentes.


Os dois protagonistas fazem um trabalho lindo. Jean Dujardin e Bérénice Bejo guiam todo o filme somente com a expressão corporal. Aliás, esse tipo de filme te faz lembrar como outros aspectos além da voz e da cor fazem toda a diferença. Um deles é a trilha sonora, super bem produzida.


Não posso esquecer do cachorro, Jack. Sua interpretação é tão boa que até lançaram uma campanha no Facebook chamada "Consider Uggie" (Uggie é o seu nome na vida real) pedindo pra que ele fosse lembrado nas premiações! 


Bom, agora só vendo o filme pra apreciar sua beleza e simplicidade em cada detalhe.


The Descendants (Os Descendentes - 2011)


Direção: Alexander Payne
Sinopse (Cinema em Cena): Matt King, um marido indiferente e pai de duas meninas, é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, que o ajudam na difícil decisão de vender um terreno herdado da família.


No Globo de Ouro, ganhou o prêmio de Melhor Filme e Melhor Ator (ambos na categoria Drama). Mas sério que ESSE foi o mellhor filme do ano passado, e GEORGE CLOONEY o melhor ator? A história é legalzinha, elenco eficiente, mas melhor filme do ano? You gotta be kidding me.

Mas vamos às coisas boas. O legal do filme é a comédia sutil que é inserida diante da situação triste que é a esposa do George Clooney em coma (e todos os dramas que isso envolve). Vou destacar a inocência da filhinha de Clooney, interpretada pela estreante Amara Miller; o jeito "sem noção" do amigo da filha mais velha (o desconhecido Nick Krause); e a inexperiência no quesito família do próprio Clooney, a ponto de descobrir que até esse amigo está menos perdido na vida do que ele.

Outro bom destaque vai para as performances de Shailene Woodley como a filha mais velha e de Judy Greer como a esposa de um negociante.

O filme é bom sim. Só espero que não ganhe no Oscar os prêmios que ganhou no Globo de Ouro.

Midnight in Paris (Meia-Noite em Paris - 2011)



Direção: Woody Allen
Elenco: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cotillard, Kathy Bates, Adrien Brody, Carla Bruni, Michael Sheen.
Sinopse (adorocinema): Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams). Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.




Depois de mil anos, finalmente assisti "Meia-Noite em Paris". Todo mundo que assistiu antes de mim e comentou comigo disse que era ótimo, lindo, fofo e tals. Mas apesar de tantas recomendações, não vi o filme com a expectativa lá em cima e não sei se foi por isso mas gostei bastante.


O filme é bem legal, com um roteiro eficiente, bem Nárnia/Aulas de Literatura e História da Arte feelings e o melhor de tudo: 90 minutos de duração.


O elenco é super bom também. Não tenho muita simpatia pelo Owen Wilson, mas ele guia o filme muito bem. Temos ainda minha querida Rachel McAdams fazendo a esposa chatinha e a linda da Marion Cotillard como a amante de Picasso, além de outros grandes talentos nos papéis menores.


 Mesmo achando que não merecia a indicação ao Oscar de Melhor Filme, "Meia-Noite em Paris" é um filme muito agradável (é, sabia que uma hora ou outra eu ia acabar vendo, mas sim, minha grande motivação foi o Oscar).


Pra terminar de um jeito bem brega, uma liçãozinha do filme: não tem como ficar preso ao passado; é preciso viver o presente e fazê-lo valer a pena.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

The Help (Histórias Cruzadas - 2011)


Direção: Tate Taylor
Sinopse (Cinema em Cena): Baseado no best-seller de Kathryn Stockett, sobre a relação entre as empregadas domésticas afro-americanas e seus patrões ricos e brancos no Mississipi, antes da era dos direitos civis.



Um filme lindo. Não ligo se foi feito "sob medida para o Oscar". Direção de arte linda, atuações maravilhosas, roteiro benfeitinho, precisa de mais? A história se passa nos anos 60, mas o tema é atualíssimo e é importante lembrá-lo sim, pois não vi ainda um mundo sem preconceito. E se essas empregadas não conseguiram lutar por aceitação sozinhas, foi porque o contexto não permitiu. (Falei tudo isso porque vi gente reclamando justamente sobre esses aspectos.)


Talvez o que mais gostei no filme foi sua simplicidade, e alguns detalhes que me tocaram bastante, como o frango queimando e as risadas de Aibillen (Viola Davis).


Já era fã da Viola Davis (de "Doubt"), agora mais ainda. E me tornei fã da Octavia Spencer e da Jessica Chastain (linda demais!).


Bom, super recomendo o filme!



"You is kind. You is smart. You is important."